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  • Foto do escritorAndré Ferrreira

Me interesso por muitas coisas, como escolher UMA profissão?


Com muita frequência ouvimos de outras pessoas que deveríamos fazer isso ou aquilo profissionalmente porque temos boa habilidade da área. Pode ser que você já tenha ouvido "você deveria fazer engenharia porque é tão bom em matemática" ou "você tem um dom de ouvir as pessoas, deveria ser psicóloga" ou ainda "seus desenhos são lindos, você deveria fazer arquitetura ou design". Se você, mesmo ouvindo essas frases, continua firme na sua decisão, esse post não é para você.

No entanto, se você aceita parcialmente as sugestões de pessoas mais velhas e acha que deveria fazer um curso que seja próximo dos seus hobbies ou habilidades, este post é para você.

Antes de continuar a falar sobre como escolher, é importante lembrar que no mundo contemporâneo é praticamente impossível entrar em uma profissão ou atividade e permanecer nela até a aposentadoria. A rapidez das mudanças do mercado e da sociedade faz com que todos tenhamos de nos adaptar. E essa não é uma característica ruim. Na prática, as pessoas vêm encontrando satisfação em diferentes lugares e atividades. Muitas vezes um profissional renomado também é professor universitário ou mentor de novos talentos e se sente muito realizado. Outras vezes surgem oportunidades inimagináveis há alguns anos atrás e que são muito mais adequadas para o sujeito do que a sua primeira escolha. Portanto, não se aflija por precisar escolher uma carreira agora, é provável que tudo mude organicamente no futuro.

Escolher sua carreira tomando suas habilidades ou preferências como a única variável de escolha é uma maneira - quase - certa de se decepcionar. Conheço muitos adolescentes que são talentosos e interessados em muitas áreas. Estes em geral se sentem perdidos na hora de fazer uma escolha porque acham que todos os caminhos serão agradáveis simplesmente porque gostam de vários assuntos.

A verdade é que existe uma grande distância entre os seus interesses e habilidades e o mundo do trabalho que usa essas habilidade. É preciso que você tenha mais clareza dos seus valores e desejos. Como quero que seja minha vida no futuro? O que é importante para mim? Este ou aquele caminho profissional pode me ajudar a conseguir o que eu almejo? Como quero contribuir para o mundo?

Essas perguntas ampliam a forma de pensar na escolha profissional para além das habilidades que acumulamos ao longo da vida. Tome o exemplo fictício abaixo.

Lucas é um adolescente estudioso do 3º ano do ensino médio, adora matemática, física, geografia e literatura. Lucas gosta muito de games e desenha nas horas vagas. Inicialmente pensou em fazer física, engenharia mecânica, geologia, ciência da computação ou design de jogos porque ele acha que seria bom em qualquer uma dessas áreas. E talvez fosse mesmo, mas Lucas não tinha ideia de como gostaria que fosse seu dia-a-dia no futuro. O que ele acha importante nas horas vagas e no trabalho. Será que ele gosta de exercitar a criatividade ou se sentiria frustrado de ver suas ideias sendo rejeitadas? Ele quer trabalhar para uma grande empresa ou ser autônomo em algum momento? Quer um trabalho que lide diretamente com pessoas todos os dias ou prefere tarefas mecânicas? Quais os seus valores? O que ele gostaria de contribuir com o mundo? Ensinando jovens? Desenvolvendo tecnologias para facilitar a vida de pessoas? Criar mais diversão e entretenimento por meio de jogos?

São muitas perguntas que precisam ser respondidas para que se obtenha uma escolha profissional mais acertada e elas vão muito além de apenas listar habilidades, competências e identificações com áreas. No processo de orientação profissional e de carreira mergulhamos fundo no autoconhecimento necessário para guiar a sua carreira com maior assertividade.

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